terça-feira, 24 de março de 2009
Amanhã.
Não foi apenas o dia que amanheceu frio. Seu coração acompanhou o ritmo e amanheceu gélido. Suas emoções se foram sem que você ao menos percebesse. Resolveu não tomar seu café da manhã com os familiares, com o humor que estava, não se sentia bem junto daquelas pessoas. Voltou para a cama pois sabia que ali era o lugar onde ficava bem. O Calor transmitido pelo cobertor era algo que não encontrava mais em seus amigos. Transformou aquele quarto escuro em seu mundo, infinito e aconchegante. Ali poderia ser quem quisesse sem ter que ouvir comentários sobre suas atitudes. Várias ideias surgiram em sua cabeça. Pensou em ser um policial e acabar com tudo quanto é bandido. Sonhou em ser um político e dar um novo rumo à política. Desejou ser uma celebridade para todos o conhecerem. Mas quando se preparava para ser feliz, que era o que mais queria, adormeceu. Era o fim daquele mundo imaginário de coisas boas e alegres? Talvez não. No outro dia o seu mundo poderia estar de volta, melhor e mais frio.
domingo, 22 de março de 2009
Cartas brancas.
Sentado naquela mesa, deu um gole no conhaque e uma olhada nas cartas. Era um jogo bom para quem soubesse jogar. Os outros jogadores eram amigos ou conhecidos. Procurou disfarçar sua expressão alegre pelas cartas que recebera. Estava sozinho no jogo, mas com as cartas na mão esperando para serem usadas da maneira correta. Olhou o jogador ao lado e esboçou um sorriso. Confiando em seu olhar e sorriso, o jogador deixou o jogo. Ele permanecera ali. Sentado e fixo. Isolado daquela multidão que conversava e dava palpites sobre as partidas. Começou apostando alto numa tentativa de intimidar os jogadores restantes. Deu certo. Mais dois deixaram o jogo por conta do alto valor da aposta. Restaram apenas mais dois jogadores. Ambos aumentaram ainda mais o valor depositado ali na mesa. Os valores já superavam seu universo monetário. Aquela quantidade de dinheiro nunca tinha passado por sua mão, o que aumentou ainda mais seu desejo de vitória. Mas ele teria que cobrir a aposta, porém não sobrara nenhum tustão em seus bolsos. Todo seu dinheiro estava ali em cima daquela mesa. Seu salário humilde que mal dava para as despesas do lar estava em cima de uma mesa sendo disputado num jogo de sorte. Como último ato, colocara a chave de sua casa. Estava confiante na vitória. As pessoas ao redor o admiraram. Fizeram dele um rei, aumentando ainda mais seu ego. Um dos dois jogadores desistiu. Achou um absurdo aquele ato. O ultimo adversário estava ali na sua frente. Não tinha mais tempo para nenhum dos dois desistirem. O jogador abriu seu jogo. Um incrível Flush para o delírio dos espectadores e a surpresa do pobre trabalhador. Esboçando um leve sorriso, mostrou o seu jogo e surpreendendo a todos, mostrou um straigh flush que salvara o seu lar e, de alguma maneira, a sua vida.
Saiu daquele bar sorridente e alegre. Sabia que já tinha dinheiro suficiente para garantir um mês mais estável na sua casa, mas algo ainda o incomodava. Sem perceber, olhou uma última vez para o bar e viu aquele rapaz de quem ele acabara de ganhar uma nota preta. O rapaz estava incrédulo que perdera com aquele jogo. Buscava alguma explicação em qualquer coisa. O homem sorridente que tinha saído do bar deu lugar a um homem com expressão fechada e corpo paralisado do outro lado da rua. Resolveu voltar e, jogando o dinheiro adquirido na roda de cartas em cima da mesa, abraçou o jogador antes desesperado e agora confuso, e disse com uma voz fria e gélida algumas palavras que chocaram todos ali presentes: "Não posso levar esse dinheiro. Eu trapaceei. Adeus!”.
Saiu daquele bar sorridente e alegre. Sabia que já tinha dinheiro suficiente para garantir um mês mais estável na sua casa, mas algo ainda o incomodava. Sem perceber, olhou uma última vez para o bar e viu aquele rapaz de quem ele acabara de ganhar uma nota preta. O rapaz estava incrédulo que perdera com aquele jogo. Buscava alguma explicação em qualquer coisa. O homem sorridente que tinha saído do bar deu lugar a um homem com expressão fechada e corpo paralisado do outro lado da rua. Resolveu voltar e, jogando o dinheiro adquirido na roda de cartas em cima da mesa, abraçou o jogador antes desesperado e agora confuso, e disse com uma voz fria e gélida algumas palavras que chocaram todos ali presentes: "Não posso levar esse dinheiro. Eu trapaceei. Adeus!”.
terça-feira, 17 de março de 2009
Apenas sorriu!
Eram 6 horas e quinze minutos da manhã. Marcelo é acordado por seu celular chamando. Não olhou quem ligava, apenas atendeu. Uma voz masculina o chamava para ir ao hospital; sua esposa tinha sofrido um acidente de automóvel enquanto dirigia para o trabalho. Deu um salto da cama. Mal se vestiu. Nem olhou para a cozinha e muito menos pensou em comer. Apanhou os documentos e pegou o outro carro da familia. Saiu em disparada rumo ao hospital que ficava no outro lado da cidade. No caminho viu o carro de sua esposa, destruido. Parou um pouco e ouviu as passoas comentando que era quase impossivel sair vivo de um acidente como aquele. Avistou o enfeite do espelho retrovisor; um coração dado por ele à sua esposa no aniversário de 5 anos de casamento. Apanhou-o e continuou seu caminho ao hospital. Viu casais caminhando na praça e lembrou que não tinha aproveitado o seu tempo com a sua esposa como deveria. A vida era conturbada. Brigas eram frequentes, embora a traição nunca tivesse acontecido.
Ao chegar no seu destino, estacionou o carro na vaga de ambulância. Pouco se importava para multas e guincho. Sua unica preocupação era sua esposa. Chegou aos prantos ao balcão de informações e questionou à atendente sobre "Marina de Castro". Com a resposta de que sua esposa estava passando por cirurgia se abalou mais ainda. Não sabia pra onde iria nem o que faria. Lembrou da importância daquela mulher para a sua vida e dos momentos felizes que compartilharam e agora estava tudo nas mãos de uma pessoa desconhecida. Ficou ali sentado na sala de espera sendo amparado por um enfermeiro que tentava acalma-lo e confortá-lo, de nada adiantava. Ele estava desesparado. Pensava no pior para ambos. Alguns minutos depois, que pareciam horas para ele, o médico responsável aparece por uma porta o procurando para avisá-lo de que sua mulher o esperava no quarto. Correu desengonçado. Tropeçou nos próprios pés enquanto corria. Caiu. Pouco ligou para a vergonha. Estava literalmente descontrolado. Ao entrar no quarto, deparou com sua mulher deitada e com a perna imobilizada. Ao ver seu marido em prantos, desarrumado e perdido, o chamou pelo nome, se declarou e sorriu. Era tudo o que Marcelo queria. Já bastava. Se sentou ao lado de sua esposa e prometeu dali não sair mais.
Ao chegar no seu destino, estacionou o carro na vaga de ambulância. Pouco se importava para multas e guincho. Sua unica preocupação era sua esposa. Chegou aos prantos ao balcão de informações e questionou à atendente sobre "Marina de Castro". Com a resposta de que sua esposa estava passando por cirurgia se abalou mais ainda. Não sabia pra onde iria nem o que faria. Lembrou da importância daquela mulher para a sua vida e dos momentos felizes que compartilharam e agora estava tudo nas mãos de uma pessoa desconhecida. Ficou ali sentado na sala de espera sendo amparado por um enfermeiro que tentava acalma-lo e confortá-lo, de nada adiantava. Ele estava desesparado. Pensava no pior para ambos. Alguns minutos depois, que pareciam horas para ele, o médico responsável aparece por uma porta o procurando para avisá-lo de que sua mulher o esperava no quarto. Correu desengonçado. Tropeçou nos próprios pés enquanto corria. Caiu. Pouco ligou para a vergonha. Estava literalmente descontrolado. Ao entrar no quarto, deparou com sua mulher deitada e com a perna imobilizada. Ao ver seu marido em prantos, desarrumado e perdido, o chamou pelo nome, se declarou e sorriu. Era tudo o que Marcelo queria. Já bastava. Se sentou ao lado de sua esposa e prometeu dali não sair mais.
quarta-feira, 11 de março de 2009
De repente, o fim.
Dona Giovana estava ali, na varanda de sua casa, no alto dos seus 75 anos. Por um momento, pensou na sua vida pacata na casa onde morava. Vida que passava longe da sua verdadeira realidade.
Com apenas 16 anos e sem ao menos terminar o ensino fundamental, Gio, como era chamada pelos pais, se viu obrigada, diante da situação precária da sua casa, a arrumar um emprego para o sustento dos irmãos e dos pais. Seu primeiro emprego foi totalmente contrário à sua vida. Gio foi ser doméstica em uma casa de um vereador de sua pequena cidade. O patrão morava na parte rica da cidade, diferentemente de Gio, que vivia num dos pontos onde a violência e a prostituição reinavam.
Como todos, comelou ganhando pouco, o seu salário mal dava para ajudar a familia e pagar o seu transporte. Gio era uma ótima empregada. Mesmo morando longe, cumpria seu horário e executava as tarefas com uma perfeição ímpar. Vendo o esforço e a dedicação de sua empregada, o vereador Carlos Albuquerque, o Carlão, resolveu esvaziar aquele cômodo velho nos fundos da casa e fazer dele um quarto para Gio ficar durante a semana. Ao receber a noticia, os olhos da ingênua garota brilharam juntamente com a luz da preocupação de deixar os pais sozinhos, mesmo assim, resolveu aceitar a proposta, sabia que iria economizar o dinheiro do ônibus durante a semana e ajudaria mais a casa.
Sua patroa, Márcia Albuquerque, era diretora de uma escola pública, ao tomar conhecimento da história da pobre empregada, foi à pepalaria e comprou apenas um caderno brochura simples, um lápis e uma borracha branca. Deixou o pacote junto à porta do cômodo de Gio acompanhado de um bilhete dizendo: "A partir de amanhã, você voltará a ser uma aluna, dessa vez, não irá desistir!"
Gio era inteligênte, mas um tanto dispersa. Com 17 anos começou a fazer a oitava série. Com 22 se formou no ensino médio, repetindo o segundo ano por conta da dificuldade com as matérias exatas.
Com outro incentivo de seus patrões, resolveu prestar vestibular em uma escola particular. Alegou não ter dinheiro para pagar, mas o vereador se comprometeu em pagar, dando outro voto de confiança para sua empregada.
Se convenceu. Gio escolheu o curso de pedagogia. Formou-se com 27 anos. O problema agora era como dar continuidade à carreira. Deixou o emprego de doméstica aos 23 por conta de um casamento com um professor de história alguns anos mais velho. Passaram a morar num bairro de classe média. A vida não era luxuosa, mas não era sofrida como quando tinha 16 anos.
Resolveu recordar sua infância, voltando à favela onde morou. Chocou-se ao ver crianças armadas e drogadas pela rua. Sua mente trabalhou. Voltou novamente ao seu ex-patrão, que agora já não era vereador mais e sim o prefeito. Pediu a ele a construção de um sobradinho de dois andares com um amplo espaço interno. Tinha uma ideia em mente.
O Trabalho de construção foi rápido. 6 meses apenas. Ao final, com a ajuda de professores amigos de seu marido, conseguiu a doação de alguns livros didáticos de ensino básico. Dava-se início à uma pequena escolinha. A intenção não era ensinar, era apenas retirar as crianças da rua, da droga, do crime.
As crianças não botaram fé. As aulas começaram com apenas 8 alunos. Demorou um bom tempo para essa escola crescer. Formaram-se duas, três, quatro turmas. Ali as crianças se divertiam. Ouviam histórias. Brincavam em segurança.
Em pouco tempo, a única arma que os meninos empunhavam era um livro ou um gibi.
Voltando a si, nos dias atuais. Dona Giovana mais uma vez olhou pra si. Imóvel em uma cadeira. Estava feliz embora não encontrava forças para esboçar o sorriso. Viu a luz do dia pela última vez quando um rapaz entrou em sua casa para roubá-la. Ela apenas olhou aquele rosto e o reconheceu. Aquele homem era o mesmo que se recusava à frequentar a escola dela. O Homem tambem a reconheceu, e por medo de ser denunciado, puxou o gatinho e correu. Aquela senhora, com tantas vitórias, perdeu apenas uma vez. Perdeu justamente para uma criança que ela não conseguira levar para junto de si. Ali, caída no chão, conseguiu finalmente sorrir não conseguindo desfazer o sorriso antes de sucumbir à morte.
Texto baseado em "A Continuação de um fim" de Débora Ramos, 13, Ipatinga-MG.
Com apenas 16 anos e sem ao menos terminar o ensino fundamental, Gio, como era chamada pelos pais, se viu obrigada, diante da situação precária da sua casa, a arrumar um emprego para o sustento dos irmãos e dos pais. Seu primeiro emprego foi totalmente contrário à sua vida. Gio foi ser doméstica em uma casa de um vereador de sua pequena cidade. O patrão morava na parte rica da cidade, diferentemente de Gio, que vivia num dos pontos onde a violência e a prostituição reinavam.
Como todos, comelou ganhando pouco, o seu salário mal dava para ajudar a familia e pagar o seu transporte. Gio era uma ótima empregada. Mesmo morando longe, cumpria seu horário e executava as tarefas com uma perfeição ímpar. Vendo o esforço e a dedicação de sua empregada, o vereador Carlos Albuquerque, o Carlão, resolveu esvaziar aquele cômodo velho nos fundos da casa e fazer dele um quarto para Gio ficar durante a semana. Ao receber a noticia, os olhos da ingênua garota brilharam juntamente com a luz da preocupação de deixar os pais sozinhos, mesmo assim, resolveu aceitar a proposta, sabia que iria economizar o dinheiro do ônibus durante a semana e ajudaria mais a casa.
Sua patroa, Márcia Albuquerque, era diretora de uma escola pública, ao tomar conhecimento da história da pobre empregada, foi à pepalaria e comprou apenas um caderno brochura simples, um lápis e uma borracha branca. Deixou o pacote junto à porta do cômodo de Gio acompanhado de um bilhete dizendo: "A partir de amanhã, você voltará a ser uma aluna, dessa vez, não irá desistir!"
Gio era inteligênte, mas um tanto dispersa. Com 17 anos começou a fazer a oitava série. Com 22 se formou no ensino médio, repetindo o segundo ano por conta da dificuldade com as matérias exatas.
Com outro incentivo de seus patrões, resolveu prestar vestibular em uma escola particular. Alegou não ter dinheiro para pagar, mas o vereador se comprometeu em pagar, dando outro voto de confiança para sua empregada.
Se convenceu. Gio escolheu o curso de pedagogia. Formou-se com 27 anos. O problema agora era como dar continuidade à carreira. Deixou o emprego de doméstica aos 23 por conta de um casamento com um professor de história alguns anos mais velho. Passaram a morar num bairro de classe média. A vida não era luxuosa, mas não era sofrida como quando tinha 16 anos.
Resolveu recordar sua infância, voltando à favela onde morou. Chocou-se ao ver crianças armadas e drogadas pela rua. Sua mente trabalhou. Voltou novamente ao seu ex-patrão, que agora já não era vereador mais e sim o prefeito. Pediu a ele a construção de um sobradinho de dois andares com um amplo espaço interno. Tinha uma ideia em mente.
O Trabalho de construção foi rápido. 6 meses apenas. Ao final, com a ajuda de professores amigos de seu marido, conseguiu a doação de alguns livros didáticos de ensino básico. Dava-se início à uma pequena escolinha. A intenção não era ensinar, era apenas retirar as crianças da rua, da droga, do crime.
As crianças não botaram fé. As aulas começaram com apenas 8 alunos. Demorou um bom tempo para essa escola crescer. Formaram-se duas, três, quatro turmas. Ali as crianças se divertiam. Ouviam histórias. Brincavam em segurança.
Em pouco tempo, a única arma que os meninos empunhavam era um livro ou um gibi.
Voltando a si, nos dias atuais. Dona Giovana mais uma vez olhou pra si. Imóvel em uma cadeira. Estava feliz embora não encontrava forças para esboçar o sorriso. Viu a luz do dia pela última vez quando um rapaz entrou em sua casa para roubá-la. Ela apenas olhou aquele rosto e o reconheceu. Aquele homem era o mesmo que se recusava à frequentar a escola dela. O Homem tambem a reconheceu, e por medo de ser denunciado, puxou o gatinho e correu. Aquela senhora, com tantas vitórias, perdeu apenas uma vez. Perdeu justamente para uma criança que ela não conseguira levar para junto de si. Ali, caída no chão, conseguiu finalmente sorrir não conseguindo desfazer o sorriso antes de sucumbir à morte.
Texto baseado em "A Continuação de um fim" de Débora Ramos, 13, Ipatinga-MG.
segunda-feira, 9 de março de 2009
O "era uma vez..." chegou ao fim
Após um longo período, a criança cresceu. As histórias não começaram mais com um "Era uma vez..." e nem terminavam no fim. O tempo passou e as coisas ainda mudam. Aquele peixinho que você tinha hoje não existe mais. Seu pião favorito está jogado dentro de uma gaveta esquecida. Sua toalha preferida quem sabe virou o pano de chão com o qual você limpa sua casa. Suas cartinhas para quem jurava amor eterno foram queimadas, juntamente com o amor e todo o carinho. Seus sentimentos mudaram, assim como seu corpo. Sua barba cresceu. Seus dentes amarelarem. Seu cabelo clareou. Sua personalidade mudou. A inocência ficou junto com a alegria. O mau humor hoje prevalece junto com sua rigidez. Seus amigos de infância, hoje são seus inimigos no mundo dos negócios. Você deixou de correr, de brincar e sorrir, mas para fazer o que? Pra humilhar, criticar, xingar e ofender. Pensando bem, você cresceu, seu corpo mudou, mas sua mente ainda é a daquele garotinho de 12 anos que jogava futebol nas ruas nuas da cidade.
segunda-feira, 2 de março de 2009
I Stand Alone
É em momentos assim que se descobre quem realmente é você. Em uma vontade louca de escrever, muitas palavras surgiram, ao vento, sem se encaixarem coerentemente. Senti que faltava alguma coisa. Faltava algo como inspiração. Faltava você ao meu lado. Faltava você distante. Faltava você sorrindo, chorando, gritando, acariciando.
Faltavam os carros nas ruas, a lua no céu, a grama nascendo e os pássaros voando.
Faltavam as músicas e as risadas certas nas horas mais erradas. Faltava o barulho das fábricas e o silêncio do meu inconsciente.
Faltava o tic-tac do relógio, o apagar das lâmpadas e até mesmo o acender delas.
Faltou o encontro, o abraço, o carinho e o sorriso. Sobrou o tédio, a chatisse, a monotonia. Enfim, sobrou apenas eu.
Faltavam os carros nas ruas, a lua no céu, a grama nascendo e os pássaros voando.
Faltavam as músicas e as risadas certas nas horas mais erradas. Faltava o barulho das fábricas e o silêncio do meu inconsciente.
Faltava o tic-tac do relógio, o apagar das lâmpadas e até mesmo o acender delas.
Faltou o encontro, o abraço, o carinho e o sorriso. Sobrou o tédio, a chatisse, a monotonia. Enfim, sobrou apenas eu.
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