Vai correndo
Vai pra longe
Volta lentamente
Talvez nem volte
Talvez nem vá.
Ficará em paz
Viverá no caos.
Passará fome,
fome de tudo.
Morrerá de sede,
sede de vingança.
Ficará sozinho,
sozinho com suas angústias.
Dormirá tranquilo,
com um turbilhão de sonhos.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Por um ato
O carro estava parado. O mundo em volta estava voltado para ele. A lua era um refletor que iluminava a escura noite. O vento soprava sua canção preferida. Nada mais importava. Os problemas ficaram do lado de fora do carro. As angústias em casa. A preocupação enterrada. Decidira se livrar de tudo. Decidira esquecer de tudo e começar denovo, mas querendo repetir tudo outra vez. Estava feliz naquele momento. Tudo que gostava estava ao seu redor. Esquecera-se do tempo, das horas. Estava concentrado como nunca havia estado antes. As horas passavam e continuava a apreciar o cenário. Se negava a sair. Queria permanecer por ali o resto da vida, queria descansar ali. Encostou-se na poltrona do veículo e dormiu. Acordou assustado com a luz do sol e percebeu que em um pequeno ato, perdera tudo que lhe havia de mais importante.
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